Mark Driscoll – fora do senso comum


No Youtube nos últimos meses pipocaram vídeos legendados de Mark Driscoll, o cara da foto ao lado. Quem assiste dois ou três vídeos dele já pode perceber que o ele foge a regra do senso comum dos pregadores midiáticos.

Muita gente já leu o livro Como os pingüins me ajudaram a entender Deus, escrito por Donald Miller, mas algumas pessoas passam despercebidas sobre quando Miller cita Mark Driscoll. Reproduzo um trecho a partir da página 130 do livro.

“Eu tinha um amigo em Seattle chamado Mark. Ele era pastor de uma igreja bastante legal, localizada perto da Universidade de Washington … Certa vez, fui lá para visita-lo e adorei a comunidade que ele tinha reunido. Pela primeira vez em anos, eu consegui respirar. A visita àquela igreja em Seattle me ajudou a perceber que eu não estava só no mundo. Falei aos meus amigos, companheiros da igreja que eu freqüentava, sobre o lugar que acabara de conhecer, mas eles não me entenderam. Mark tinha escrito diversos artigos para revistas seculares e tinha sido entrevistado algumas poucas vezes na rádio, criando uma reputação de um pastor que dizia palavrões. É verdade que Mark dizia muitos palavrões. Não sei porque ele fazia aquilo. Talvez por não ter se tornado cristão antes de entrar para a faculdade, ele não soubesse que não deveria falar palavrões e ser um pastor. Acho que alguns dos meus amigos acreditavam que o objetivo do diabo era levar as pessoas a fazer uso de palavras pouco educadas, de modo que eles achavam que eu realmente não deveria me envolver em nada que contasse com a participação daquele pastor de reputação duvidosa. Isso em função dos palavrões … Mas, como eu disse, eu estava morrendo por dentro, e, embora Mark dissesse palavrões, ele estava falando sobre Jesus a um monte de gente, estava sendo socialmente atuante e parecia amar um monte de gente que a igreja estava negligenciando, como os liberais e os bêbados.”

Na internet em português pouca coisa atualizada sobre Driscoll, existe uma matéria de 2007 realizada sobre ele na revista Christianity Today e que foi reproduzida pela versão brasileira da revista no final de 2008.  Fui à busca de informações em sites americanos para saber mais sobre Driscoll.

Mark Driscoll nasceu em outubro de 1970, apesar de vir de uma família católica, nunca tinha estudado a bíblia até os 20 anos, ganhou uma bíblia de presente ao ser evangelizado por uma filha de um pastor. Ele começou a estudar a bíblia e a namorar a garota. Acabou casando com ela. Se formou e aos 25 anos iniciou a igreja Mars Hill que a princípio se reunia em seu apartamento. Em outubro de 1996 a igreja contava com 160 membros, e em pouco tempo teve uma redução para 60 membros por causa de discussões sobre a visão de Driscoll sobre a missão da igreja. 12 anos depois, no final de 2008 a igreja contava com 7.500 membros participantes em seus serviços de cultos em Seattle.

De teologia calvinista/reformada Driscoll recebeu muitas críticas de teólogos americanos e de próprios membros de sua igreja, ele ia para a praça pregar e dizia que poderiam ficar ali fumando e bebendo conquanto ouvissem o que ele tinha a falar sobre a bíblia, e com isso ele começava a alcançar os bêbados, drogados, yuppie’s e prostitutas de Seattle.

Circulando na blogosfera cristã americana, muita coisa se tem dito a favor e contra Mark Driscoll. Os piores ataques são sobre sua postura em relação às mulheres como lideres em setores da igreja, a questão não é que ele simplesmente não se posiciona, mas em diversos ensinos e escritos ele reforça essa tese. Repercussões sobre o assunto podem serem vistos clicando aqui e aqui.

Segundo o site Theopedia.com Driscoll foi eleito pela Revista Christianity Today como um dos pastores jovens mais influentes da América com mais de 1 milhão de downloads de seus sermões por ano.

Recentemente o New York Times escreveu sobre ele, conforme avalia o blog biggzipp.com no geral o artigo foi negativo em atacar Driscoll e o calvinismo. Mas de uma coisa ninguém nega, ele é firme em suas palavras e apaixonado pela fé, entretanto o seu diferencial é sua abordagem sarcástica e provocadora no púlpito, poucos negariam que seu estilo as vezes cai fora dos limites do decoro pastoral normalmente definida dentro dos “limites evangélicos”, mas perfeitamente dentro dos limites do Reino de Deus segundo ele próprio afirma que Jesus era provocador com sua audiência.

No Inicio do movimento da Igreja Emergente, Driscoll participou, inclusive dando palestra em diversas igrejas, todavia se afastou do movimento por chegar a conclusão que amigos do movimento (Brian McLaren, Doug Pagitt entre outros) estavam se afastando da ortodoxia, pois o que Driscoll afirma é que sua igreja é culturalmente liberal mas teologicamente conservadora.

Em outubro de 2006 ele foi atacado por um homem que subiu ao púlpito da igreja e queria matar Driscoll com uma faca, entre diversas ameaças certa vez teve que pregar em um local com um colete a prova de balas.

Mark Driscoll é conhecido também por sua sinceridade sobre suas confissões pessoais no púlpito e sua capacidade de vir a público pedir perdão quando falou algo de errado, como é o caso de quando ofendeu Brian McLaren em um fórum de discussão na net sobre homossexualismo, dias depois em seu blog ele pediu perdão e reconheceu o erro.

Além da igreja, ele também fundou a Rede Atos 29 uma rede de pastores e igrejas de diversas denominações que recebem cursos para plantação de novas igreja, em 2008 o projeto auxiliou a plantação de 43 igreja. Driscoll também utiliza a internet como um dos principais meios de comunicação com seus membros da igreja, seja por fórum, blog’s, sites com vídeos etc.

Driscoll virou amigo pessoal de Jonh Piper a qual já levou diversas vezes para falar em seu púlpito. Em um dos blog’s ligados a igreja, ele escreveu um artigo dizendo porque ama Jonh Piper, ele encerra o artigo dizendo:
“Eu não posso confirmar isso, mas creio que o Dr. Piper tem apenas um paletó. Eu vejo ele pregando com esse paletó todas as vezes,  e me parece que já tem alguns anos de serviço. Eu também acho que ele possui apenas um cinto, pois eu nunca vi nenhum outro. Ele dirige um carro simples, vive uma vida simples, não tem nenhuma tatuagem (pelo menos não que eu tenha visto), não anda de skate e gosta de ler coisas escritas por pessoas que já morreram. Mas ao tentar apenas ser ele mesmo, ao invés de tentar ser um cara cool, ele curiosamente se tornou cool, pois ele se importa com Cristo, e isso é sempre cool.”
Para encerrar esse artigo, deixo um dos principais vídeos dele, falando sobre porque ele odeia religião.

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